Boletim Macro do FGV IBRE comemora 10 anos

O Boletim foi o resultado da reunião, até então inédita, de várias áreas de produção do FGV IBRE: a Economia Aplicada, dedicada à pesquisa macroeconômica e de crescimento, e os departamentos de estatísticas públicas, responsáveis pelas Sondagens e pelos índices de preços.

Boletim Macro do FGV IBRE comemora 10 anos

O Boletim Macro FGV IBRE, publicação mensal de análise da conjuntura macroeconômica brasileira do Instituto Brasileiro de Economia, completa 10 anos em 2021. O Boletim foi o resultado da reunião, até então inédita, de várias áreas de produção do FGV IBRE: a Economia Aplicada, dedicada à pesquisa macroeconômica e de crescimento, e os departamentos de estatísticas públicas, responsáveis pelas Sondagens e pelos índices de preços.

“Já analisávamos temas como inflação e política monetária, fiscal, confiança, mercado de trabalho. O que fizemos foi direcionar parte desse estudo para gerar projeções macro completas”, explica Silvia Matos, coordenadora do Boletim.

Silvia conta que sua criação se deu em um momento em que a economia brasileira sentia os primeiros efeitos do uso prolongado da política de estímulos fiscais e monetários iniciada para mitigar os efeitos da crise financeira internacional de 2008/2009, seguido do conjunto de medidas de incentivo conhecida como Nova Matriz Econômica, no governo de Dilma Rousseff.

“Percebíamos que aquela dinâmica era insustentável, e sentíamos a necessidade de contribuir para o debate nacional, para um melhor entendimento dos desafios que o país tinha à frente”, diz.

Armando Castelar, coordenador da Economia Aplicada do FGV IBRE, recorda que, à época do lançamento do Boletim, também o cenário externo trazia muitos desafios interpretativos para os pesquisadores.

“Do contexto da grande crise financeira internacional emergiram debates como o da estagnação secular, dos impactos do afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), bem como do papel da China, cuja presença se expandia pelo mundo”, cita.

Castelar define o resultado do trabalho cooperativo de criação do Boletim, que resultou em resenhas mensais ininterruptas, como uma análise realista da macroeconomia brasileira.

“Talvez o fato de ser uma instituição acadêmica, que não está investindo diretamente, ou aconselhando investidores, permitiu que o Boletim fosse menos influenciado pelo otimismo ou pessimismo extremo do mercado”, diz.

O rigor do trabalho dos pesquisadores envolvidos no Boletim Macro nesta década ampliou a interlocução do FGV IBRE com mercado e governo. Hoje, o FGV IBRE participa do Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central, responsável pelo relatório Focus. Também mantém diálogo com outras instituições de governo federal, entre elas Banco Central, Tesouro Nacional, Ministério da Economia, IBGE e Ipea, governos estaduais e municipais, e mesmo instituições internacionais, como o FMI e a OCDE. Silvia aponta que a busca pelo fortalecimento desse braço de análise conjuntural do FGV IBRE é causa e consequência da criação e aprimoramento de indicadores, entre os quais destaca a importância do Monitor do PIB, criado em 2016, no diagnóstico da atividade econômica de mais alta frequência. Bem como a criação do Observatório da Produtividade, em 2019, fundamental para o diagnóstico, por exemplo, da lenta recuperação econômica do país após a recessão de 2014-16.

Esse aprimoramento contínuo buscado pelos pesquisadores também conta com o apoio da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE), onde a equipe do Boletim busca e incorpora conhecimento de ponta produzido pelo corpo docente e discente. Um dos exemplos desse intercâmbio, ressalta Silvia, é o Índice de Condições Financeiras do FGV IBRE, desenvolvido com base nos estudos de Luana Miranda, doutoranda pela FGV EPGE e pesquisadora do FGV IBRE.

“É um intercâmbio importante, que contribui para tornar a análise do Boletim ainda mais rica e mais robusta, para decifrar as próximas questões econômicas importantes para o país, a começar pelas referentes à pandemia”, diz Silvia..

É um cenário marcado pelo de desemprego e dívida alta, que vai influenciar políticas públicas e o comportamento do mercado financeiro no mundo todo, e não seremos exceção”, completa Castelar.

Acesse o Boletim Macro de Janeiro, agora em versão digital.

Fonte: portal.fgv.br

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