Estudo de professor da FGV EPGE analisa os benefícios ambientais e econômicos na área agropecuária

O estudo mostra que a recuperação dos 12 milhões de hectares de pastagens degradadas poderia aumentar o rebanho nacional em aproximadamente 17,7 milhões de cabeças, representando um crescimento de 9,7% em relação ao rebanho atual.

Estudo de professor da FGV EPGE analisa os benefícios ambientais e econômicos na área agropecuária

As pastagens degradadas brasileiras, caracterizadas pela baixa produtividade e uso ineficiente da terra são um passivo ambiental. Entretanto, a recuperação destas áreas pode transformá-las em um importante ativo para o país. O estudo realizado pelo professor da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) José Féres, em coautoria com o pesquisador-sênior do World Resources Institute (WRI) Rafael Feltran-Barbieri, mostra que a recuperação dos 12 milhões de hectares de pastagens degradadas (área reportada no último Censo Agropecuário) poderia aumentar o rebanho nacional em aproximadamente 17,7 milhões de cabeças, representando um crescimento de 9,7% em relação ao rebanho atual.  

Para se alcançar estes ganhos significativos, não seria preciso investir em métodos sofisticados. Bastaria adotar técnicas simples e já disponíveis, levando em consideração as boas práticas de cada região produtora.  

A pesquisa mostra ainda que a intensificação da pecuária decorrente da recuperação do pasto degradado poderia trazer não apenas benefícios econômicos, mas também ambientais. A restauração dos 12 milhões de hectares de áreas degradadas seria mais que suficiente para cumprir as metas de restauração assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, e poderia ainda ajudar no cumprimento das regras do Código Florestal.  

Os pesquisadores avaliam que esta transformação depende de políticas públicas. Os autores sugerem um redirecionamento do crédito agrícola para linhas de financiamento ligadas à pastagem e com foco nos municípios que concentram as maiores áreas degradadas. Atualmente, aproximadamente 25% dos pastos degradados estão localizados em apenas 1% dos municípios brasileiros.

O artigo intitulado “Degraded pastures in Brazil: improving livestock production and forest restoration” foi publicado na revista Royal Society Open Science e encontra-se disponível para consulta no link.

Fonte: portal.fgv.br

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