IGP-10 varia 0,60% em julho de 2022

Entre os alimentos, o leite industrializado foi o destaque registrando alta de 16,30%.

IGP-10 varia 0,60% em julho de 2022

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,60% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado variação de 0,74%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 9,18% no ano e de 10,87% em 12 meses. Em julho de 2021, o índice subira 0,18% no mês e acumulava elevação de 34,61% em 12 meses.

“A inflação ao produtor avançou sob influência dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Entre os alimentos, o leite industrializado foi o destaque registrando alta de 16,30%. Já entre os combustíveis, o destaque foi do Diesel com alta de 10,91%. A aceleração do IPA não foi mais intensa dada a queda dos preços de commodities importantes. Minério de ferro (de -2,86% para     -5,93%), milho (de -0,31 para -3,31%) e algodão (de 6,32% para -9,15%) registraram recuos em suas cotações diante do risco de recessão global.  Já no IPC, gasolina (-1,49%) e energia (-1,45%) refletem parcialmente a redução do ICMS em seus números, o que favoreceu a desaceleração observada na taxa de variação do IPC”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)


Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,57% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 0,47%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 0,01% em junho para 0,99% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,25% para 1,52%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,18% em julho. No mês anterior, a taxa foi de 0,57%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,57% em junho para 1,59% em julho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 7,81% para 9,07%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,03% em julho, após variar 0,30% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -0,29% em junho para -0,91% em julho. As principais contribuições para o recuo da taxa partiram dos seguintes itens: minério de ferro  (-2,86% para -5,93%), algodão em caroço (6,32% para -9,15%) e cana-de-açúcar (2,32% para -0,93%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens:  bovinos (-3,44% para 2,13%), mandioca/aipim (-7,13% para 6,35%) e suínos (-7,91% para 15,99%).

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) 


Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,42% em julho. Em junho, o índice havia registrado taxa de 0,72%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Transportes (0,45% para -0,41%), Educação, Leitura e Recreação (3,15% para 1,52%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,84% para 0,24%), Vestuário (1,83% para 0,80%), Comunicação (-0,25% para -0,79%), Despesas Diversas (0,66% para 0,22%) e Habitação (0,13% para 0,07%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: gasolina (0,24% para -1,49%), passagem aérea (16,35% para 6,99%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,64% para -1,34%), roupas (2,04% para 0,99%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,59% para -1,79%), serviços bancários (0,78% para 0,11%) e taxa de água e esgoto residencial (3,74% para 0,00%).

Em contrapartida, apenas o grupo Alimentação (0,42% para 1,48%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, a maior influência partiu do item laticínios, cuja taxa passou de 3,94% para 8,81%.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) 


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,26% em julho. No mês anterior a taxa foi de 3,29%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (1,66% para 0,94%), Serviços (0,69% para 0,59%) e Mão de Obra (5,30% para 1,67%).

O estudo completo está disponível no site.

Acesse o material complementar.

Fonte: portal.fgv.br

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