IGP-M sobe 4,57% na 2ª prévia de setembro

“As taxas observadas para o IPC e o INCC não registraram mudança significativa em comparação ao mês de agosto. Já a inflação ao produtor segue em aceleração e espalhada entre os estágios de processamento, com destaque para as matérias-primas brutas, cuja a variação média passou de 5,60% para 11,31%”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

IGP-M sobe 4,57% na 2ª prévia de setembro

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 4,57% no segundo decêndio  de setembro, ante 2,34% no mesmo período do mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%. 

“As taxas observadas para o IPC e o INCC não registraram mudança significativa em comparação ao mês de agosto. Já a inflação ao produtor segue em aceleração e espalhada entre os estágios de processamento, com destaque para as matérias-primas brutas, cuja a variação média passou de 5,60% para 11,31%. Neste grupo, destacam-se minério de ferro (9,24% para 17,01%) e soja (4,73% para 12,53%), que juntos responderam por 42% do resultado do IPA.”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Veja também: Resultado final do IGP-M de setembro de 2020

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 6,36% no segundo decêndio de setembro, ante 3,15% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,96% em agosto para 2,89% em setembro. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,41% para 6,21%.

O índice referente a Bens Intermediários subiu 4,14% no segundo decêndio de setembro, ante 2,67% no mesmo período de agosto. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,27% para 4,13%.

A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas foi de 5,60% no segundo decêndio de agosto para 11,31% em igual período de setembro. Contribuíram para o movimento do grupo os seguintes itens: minério de ferro (9,24% para 17,01%), soja em grão (4,73% para 12,53%) e milho em grão (4,33% para 14,27%). Em sentido oposto, destacam-se os itens leite in natura (12,40% para 9,29%), suínos (23,94% para 12,90%) e laranja (7,89% para 2,76%). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,38% no segundo decêndio de setembro, após subir 0,41% no mesmo período de coleta de agosto. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para -0,50%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item plano e seguro de saúde, cuja taxa passou de 0,60% para -2,40%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Comunicação (0,38% para 0,01%), Vestuário (-0,50% para -0,73%) e Despesas Diversas (0,43% para 0,29%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: mensalidade para TV por assinatura (1,19% para 0,07%), roupas femininas (-0,85% para -1,41%) e conserto de aparelho telefônico celular (1,73% para 0,66%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,73% para 0,40%), Alimentação (0,50% para 0,80%), Transportes (0,92% para 0,94%) e Habitação (0,47% para 0,48%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos itens passagem aérea (-5,47% para 6,74%), hortaliças e legumes (-6,68% para -4,29%), etanol (0,21% para 2,39%) e gás de bujão (-0,09% para 1,28%). 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,98% no segundo decêndio de setembro. No mês anterior, o índice havia variado 0,96%. Os três grupos componentes do INCC apresentaram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de agosto para o segundo decêndio de setembro: Materiais e Equipamentos (1,49% para 2,52%), Serviços (0,22% para 0,06%) e Mão de Obra (0,73% para 0,07%).

Acesse o material complementar

O estudo completo está disponível no site.

Resultados anteriores:

Sobre o IGP-M:

Índice Geral de Preços (IGP) foi concebido no final dos anos de 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços, que englobasse não apenas diferentes atividades como também etapas distintas do processo produtivo. Dessa forma, o IGP é um indicador mensal do nível de atividade econômica do país, englobando seus principais setores.

O IGP possui três versões com coleta de preços encadeada: o IGP-10 (com base nos preços apurados dos dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês da coleta), IGP-DI (de 1 a 30) e o mais popular deles, o Índice Geral de Preços – Mercado, ou simplesmente IGP-M, que apura informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de coleta.

O IGP-M é calculado e divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e utilizado amplamente na fórmula paramétrica de reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços.

Como o IGP-M é calculado:

O cálculo do IGP-M, assim como os outros dois indicadores (IGP-10 e IGP-DI), tem em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil. Dessa forma, o resultado do IGP-M é a média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC).

  • – Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA);
  • – Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
  • – Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Os pesos de cada um dos índices componentes correspondem a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais – resultando na seguinte distribuição:

  • – 60% para o IPA;
  • – 30% para o IPC;
  • – 10% para o INCC;

Nesse contexto, o IPA é o indicador que monitora a variação de preços percebidos por produtores, ao passo que o IPC acompanha o comportamento dos preços que impactam diretamente o consumidor final. Por fim, o INCC apresenta os custos para a construção civil, em uma análise que leva em conta a variação de preços de materiais de construção e custo de mão de obra especializada.

Como o IGP-M é utilizado:

IGP-M é um dos índices componentes de fórmulas paramétricas utilizadas por empresas de telefonia e de energia elétrica, respondendo parcialmente pelos reajustes tarifários desses segmentos. O Índice Geral de Preços – Mercado também é utilizado como o indexador de contratos de empresas prestadoras de serviço de diversas categorias, como educação e planos de saúde. Além disso, o IGP-M se popularizou por ser amplamente utilizado como referência para o setor imobiliário, para o reajuste de contratos de aluguel.

Por seu histórico regular de divulgação desde a década de 1940, o IGP-M também é citado em vários contratos público-privados dos mais variados segmentos. Alguns de seus componentes, como o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também servem de referência para reajustes de preços. 

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