Jornalista e integrante da ABI, Niomar Muniz Sodré, foi destaque na imprensa brasileira

Foi representante do Brasil na Bienal de Veneza e da ABI na Conferência de Chapultepec, na cidade do México.

Jornalista e integrante da ABI, Niomar Muniz Sodré, foi destaque na imprensa brasileira

Jornalista e proprietária do jornal Correio da Manhã, Niomar Muniz Sodré Bittencourt (1916-2003) nasceu em Salvador (BA) e teve uma atuação de destaque na imprensa brasileira. Desde muito jovem começou a escrever novelas, contos e crônicas, colaborando mais tarde em jornais e revistas como A Noite, Vamos Ler, Carioca e, especialmente, no Correio da Manhã.

Em 1948, participou da fundação, e posteriormente integrou o Conselho Deliberativo, do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, juntamente com seu marido, Paulo Bittencourt. Paulo Bittencourt foi diretor-proprietário do jornal Correio da Manhã.

Com seu falecimento, em 1963, Niomar tornou-se proprietária e diretora do jornal que teve atuação destacada na queda do governo constitucional, em 1964, com os artigos “Basta” e “Fora”.

Logo após a subida dos militares ao poder, o Correio da Manhã passou a fazer oposição ao regime instaurado. Em janeiro de 1969, Niomar Muniz Sodré teve seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5), sendo presa juntamente com os jornalistas Osvaldo Peralva e Nélson Batista, membros da direção do Correio da Manhã. Submetida a processo judicial, foi absolvida em 1970.

Integrou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, tendo sido representante do Brasil na Bienal de Veneza e da ABI na Conferência de Chapultepec, na cidade do México.

Em 26 de novembro de 1985, a jornalista foi homenageada em um almoço no MAM, no Rio de Janeiro. Nessa homenagem estavam diversas personalidades, entre elas o então presidente da República José Sarney que falou estar presente para resgatar uma injustiça do governo brasileiro, pelas perseguições políticas que ela sofreu, junto com seu jornal, no período do regime militar.

Esta matéria faz parte da série especial Mulheres do Acervo iniciada no Dia Internacional da Mulher.

Veja as outras publicações da série:

Fonte: portal.fgv.br

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