Monitor do PIB: crescimento de 1,4% mostra continuidade na recuperação da economia

O consumo das famílias retraiu 3,0% no trimestre móvel findo em fevereiro em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas o consumo de produtos duráveis cresceu no trimestre e o consumo de serviços segue sendo o grande responsável pelo desempenho ainda negativo do consumo das famílias.

Monitor do PIB: crescimento de 1,4% mostra continuidade na recuperação da economia

Monitor do PIB-FGV sinaliza, na análise da série dessazonalizada, crescimento de 1,4% na atividade econômica em fevereiro, em comparação a janeiro e de 2,9% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao findo em novembro. Na comparação interanual a economia cresceu 1,6% em fevereiro e 0,7% no trimestre móvel findo em fevereiro.

“O crescimento de 1,4% da economia em fevereiro, em relação a janeiro mostra continuidade na recuperação da economia. Embora expressiva, essa taxa não é motivo de euforia já que são taxas comparadas a meses sob forte impacto da recessão da pandemia. Por sua vez, a taxa interanual de 1,6% em fevereiro foi obtida sobre um fevereiro de 2020 já bastante desacelerado (crescimento zero frente a 2019 e de 0,3% em janeiro de 2020 com relação a 2019). Dentre as três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços), apenas a indústria apresentou pequena retração de 0,4% em fevereiro, enquanto os serviços cresceram 1,4% influenciado pelo desempenho dos serviços de informação (5,3%) e intermediação financeira (7%) além da contribuição da taxa negativa de outros serviços (-0,8%).” afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Nesta divulgação ainda não foram atualizadas as informações referentes as alterações na contabilização das plataformas de exploração de petróleo que serão incorporadas na divulgação do Monitor do PIB-FGV, na divulgação referente a março.

Consumo das famílias

O consumo das famílias retraiu 3,0% no trimestre móvel findo em fevereiro em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas o consumo de produtos duráveis cresceu no trimestre e o consumo de serviços segue sendo o grande responsável pelo desempenho ainda negativo do consumo das famílias.

Formação bruta de capital fixo

A FBCF cresceu 19,5% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. O componente de máquinas e equipamentos é o principal responsável por este resultado expressivo na taxa trimestral ainda influenciado pelo forte crescimento em dezembro de 2020 devido a importação de plataforma de exploração de petróleo.

Exportação

A exportação retraiu 3,1% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os segmentos exportados que retraíram no ano foram os de produtos agropecuários (com recuo expressivo de 24,3% no trimestre), os serviços e os produtos da extrativa mineral. Em contrapartida, os segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os bens de consumo, os bens de capital e os bens intermediários.

Importação

A importação apresentou crescimento de 6,9% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Este resultado positivo foi influenciado, principalmente, pelo crescimento elevado dos bens de capital devido a importação de plataformas em dezembro de 2020, o que ainda se reflete na taxa trimestral móvel finda em fevereiro. Além da importação dos bens de capital, o outro componente da importação que registrou aumento na taxa trimestral móvel finda em fevereiro foi a importação dos bens intermediários e a queda mais expressiva da importação foi verificada em serviços. 

Monitor do PIB-FGV em valores

Em termos monetários, estima-se que o PIB do primeiro bimestre de 2021, em valores correntes, foi de 1 trilhão, 366 bilhões e 820 milhões de Reais.

Taxa de investimento

Observa-se que a taxa de investimento no mês de fevereiro foi de 17,1%, na série a valores correntes. Este resultado mostra uma taxa de investimento acima da taxa de investimento média mensal considerando o período desde 2015, embora abaixo da taxa de investimento média desde 2000.

O estudo completo está disponível no site.

Fonte: portal.fgv.br

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