Saúde e tecnologia são destaques do primeiro relatório da iniciativa Belt and Road & Brazil

Em um contexto global em que as instâncias multilaterais estão sendo desacreditadas, questionadas e desafiadas, a BRI continua oferecendo-se como instrumento multilateral e apresentando suas vantagens, que podem interessar ao Brasil.

Saúde e tecnologia são destaques do primeiro relatório da iniciativa Belt and Road & Brazil

O Núcleo de Estudos Brasil-China da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio), por meio do Projeto Belt and Road & Brazil (BR&Br), acaba de publicar o I Relatório BR&Br (Agosto/2020). Tendo como pano de fundo a Iniciativa Cinturão e Rota (em inglês, Belt and Road Initiative – BRI), o documento comenta os impactos da pandemia da Covid-19 no contexto particular da nova Rota da Seda e no contexto global, bem como as transformações que daí decorrem.

A BRI da Saúde e a BRI Digital são algumas das faces das rearticulações ensejadas pela nova realidade. De autoria de Evandro M. de Carvalho (Coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China) e dos pesquisadores Daniel Veras e Pedro Steenhagen, o relatório também traz reflexões mais amplas a respeito da cooperação internacional e da importância do multilateralismo na resolução de problemas comuns. Em um contexto global em que as instâncias multilaterais estão sendo desacreditadas, questionadas e desafiadas, a BRI continua oferecendo-se como instrumento multilateral e apresentando suas vantagens, que podem interessar ao Brasil.

“Saúde e tecnologia digital, como condições para a retomada das atividades regulares, acabam por receber atenção, e os impactos disso são tão profundos que chegam até a reverberar na política – por exemplo, no desenvolvimento da diplomacia na nuvem, encurtando as maiores distâncias e agilizando intercâmbios culturais. Outro exemplo é a relação entre a China e os países da América Latina, que são geograficamente antípodas no globo, mas que estão agora a uma videoconferência de distância. Do ponto de vista de equipamentos médicos, a infraestrutura física fomentada pela BRI se presta ao propósito de fazer chegar todos os insumos às mais longínquas paragens”, destaca o Relatório.

O Documento acrescenta ainda que, mesmo que não diretamente atrelados à BRI, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), este também chamado Banco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), contribuem para a iniciativa e apresentam oportunidades concretas para a inserção do Brasil na cena internacional.

O relatório completo está disponível gratuitamente no site.

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